Finis Coronat Opus


-O sofrimento pode ser um alimento, mas só para os fortes, para aqueles que não fraquejam. Caso contrário, você arderá junto às chamas que crepitam em tua alma e com o tempo definhará... Até ser não mais apenas que cinzas. Cinzas imundas de um alguém vencido por si próprio.

O sofrimento pode ser um alimento... Essas palavras ressoaram na mente de Luccas em meio à dor e desespero de quem possui as articulações amarradas por, bom, sabe-se lá quantas horas. Ele precisava se alimentar do sofrimento, caso contrário não sabia se iria conseguir sobreviver àquilo. O medo lhe tomava conta.

-Eu posso te ensinar o caminho. Posso te ensinar a não ser a vítima, te ensinar a ganhar e a fingir que perdeu só para brincar com os outros. Tudo o que precisa fazer é ser meu. 

Luccas não conseguia raciocinar. A fita que lhe amordaçava também diminuía a capacidade de aspiração do ar. Cada vez mais respirava com dificuldade. Quanto mais o desespero lhe aplacava, quanto mais forçava as amarras, mais a respiração ficava fraca. Sentia os pulmões buscarem por ar, mas não conseguia suprir essa necessidade vital com eficiência... Nu, naquele chão frio e duro, com suas partes indefesas. Como raciocinar?

-Tudo o que precisava era da fagulha. Eu apenas acendi o fósforo, você é quem está alimentando a chama. Tens medo por estar caindo no desconhecido. Desespera-se por estar entrando em contato pela primeira vez com sensações antes ocultas. Tens medo do potencial que possui. –Passou o bico de sua bota na bunda de Luccas, forçando-a ao encontro daquele cu, como que se quisesse enfiar aquela bota e tudo o que pudesse dentro dele. Agora a intensidade da fagulha nada mais é que o reflexo de si próprio. Ela será uma fagulha ou labareda imensa?

Era para ser apenas mais uma foda... Havia se preparado para mais uma noite de sexo com aquele homem com quem saía há uns seis meses já . Enquanto se preparava imaginava qual seria a posição que receberia aquele cacete, em qual posição aquele homem meteria a língua em seu rabo... Rememorava o cheiro daqueles pelos, a força com que aquelas mãos envolviam sua cintura e a velocidade com que aquele cacete lhe rasgava as entranhas. Pensava nos beijos, na saliva escorrendo pelo cu, as palmadas que recebia... E agora ali estava. Nu, amarrado, amordaçado e jogado no chão.

-Não se desespere. Se pretenderes atingir os céus, terás de descer até as profundezas do inferno antes. E acredite em mim, é melhor fazer isso com um guia ao teu lado. Sou a prova viva que trilhar este caminho sozinho é perigoso.

O que fazer? Aquele homem sabia onde morava, onde trabalhava e quem conhecia. Maldita a hora em que se deixou levar pela carência e pôs aquele desconhecido dentro de sua casa, apresentou os amigos, conversou sobre a sua vida, seu passado e suas aspirações futuras. Não percebeu em momento algum a teia em que estava caindo. Não percebia o oculto em cada olhar, em cada gesto daquele homem. Como pôde ser burro e infantil. 

E como pode estar tão louco. A voz daquele homem lhe penetrava a mente com ferocidade. Como um prego estourando a madeira, forçando-a a abrir-se, alargando-a e cavando fundo seu cerne. Destruindo qualquer barreira.

Luccas sempre foi a fagulha, fraco diante de seus próprios limites, irresoluto diante dos desafios. Incapaz de ir além. Aquele homem foi capaz de lhe dar a confiança em si que nunca tivera. Sim, de tão morno necessitou de outro para lhe esquentar. Tinha medo de não conseguir seguir por esse caminho sem ele. Tudo o que ele mostrou, tudo o que ele ensinou... Aquele homem foi o primeiro que conheceu o calor interno do seu corpo, o primeiro que lhe abriu. Foi como ser atingido por um caminhão, não por conta do tamanho daquele cacete, que a cada vez que forçava entrar em seu corpo, era como ser estuprado. Uma dor que lhe rasgava, uma satisfação que lhe consumia. Não por conta de sua força, de sua fácil capacidade de lhe erguer no ar e ainda encontrar seu rabo para penetrar ou sua boca para beijar. Foi como ser atingido por um caminhão em sua mente, em seu inconsciente. Acordando uma parte de si sempre adormecida e que nunca saberia que existia sem que ele tivesse acordado... E domado até certo ponto.

Queria mais, aquela parte recém-acordada queria mais.

-Só o que te machuca pode te fazer sentir melhor... Eu vi isso em você. Sê meu, mais do que já é. 

Luccas parou de tremer. O êxtase lhe tomou conta, enfim. As dores das amarras se transmutaram em uma sensação diferente, a sensação indefesa que pairava em sua mente tornou-se o combustível daquele calor que lhe consumia. A falta de ar potencializou aqueles calores. Que era aquilo? Havia bebido algo? Tinha a vaga lembrança que sim, quando chegou na casa dele, tomou uma bebida. Tinha algo nela? Drogas? Era ela agindo novamente? Depois que bebeu acordou já no chão. Não podia ser a droga. O efeito já passou. Era ele!

O homem percebeu, era visível. O corpo tornou-se rubro, as pupilas dilataram. O pênis, amarrado entre cordas pulsava. Ela havia conseguido... Era seu.

Levantou suas pernas, deixando-o fácil. Cuspiu. Encaixou seu pênis em suas curvas e forçou. Entrou centímetro por centímetro observando Luccas querer mais silenciosamente. Não encontrou barreiras, apenas um corpo que se abria ainda mais facilmente, pois o desejo lhe havia feito réu desse julgamento pecaminoso. 

A sentença? Servidão.

Aquele homem sentiu o corpo de Luccas pressionar seu mastro. Meteu tudo. Suas bolas roçavam naquela bunda, não havia espaço entre aqueles corpos. Segurava as amarras do tornozelo de Luccas, erguendo-o como um animal abatido, um prêmio conquistado.

Luccas sentia, delirava. As mãos amarradas para trás suavam e tremiam, o corpo elevado à máxima potência. Aquele homem podia fazer o que desejasse. Penetrar-lhe era o desejo. E penetrava-o! As palavras martelavam, o cacete lhe invadia, as amarras bloqueavam parte da circulação, o suor facilitava tudo.

-Você... –metia seu mastro com tudo. É... – Uma nova estocada sem piedade. Meu?... Derramou todo o seu peso em cima do corpo de Luccas. Se pudesse, entraria todo naquele rabo, faria morada dentro daquele cu macio e quente. E como viveria feliz!

-Ahrrrg! Gritava, abafado pela fita que lhe amordaçava, de dor e possessão ora demoníaca e ora angelical.

Aquele homem não se cansava, adquiriu um vai e vêm frenético. Devorava aquele rabo. Sentia que ia gozar, mas não podia! Tinha de mostrar mais àquela criança.

-Vou te mostrar mais hoje. –tirou seu pau melado e pulsante de dentro dele, mas antes de prosseguir em seu intento, resolveu brincar um pouco. Sentou no pescoço de Luccas, que arfava forte, e esfregou aquele mastro melado pelos líquidos daquele cu. -Sinta! Sinta o cheiro do teu rabo. Sinta o cheiro que habita dentro de ti. Esfregou também o saco, fazendo com que Luccas ficasse impregnado pelo cheiro daquele homem, de sua virilidade, de seu sexo.

Assim que terminou seu entreato, levantou-se, ergueu pelas cordas que passavam pelas costas de Luccas e colocou-o de quatro. Luccas agora não via senão somente a parede cinza daquele cômodo. Não havia como sentir confiança. Aquele homem lhe drogou, amarrou, praticamente o estuprou, o que viria mais?

O homem observava sua arte, cada nó, um mais apertado que o outro. E onde apertavam a pele tornava-se pálida como cera. Shibari primoroso. As cordas afundando naquela pele cada vez mais. Luccas ouviu aquele homem ir, abrir uma porta, fazer mais alguns barulhos e voltar.

O homem sentou em suas costas, como um cavaleiro sentando em seu cavalo. Abaixou-se e acariciou os seus mamilos rígidos. Tremores lhe envolveram, calores foram novamente reaquecidos e como um balde frio, sentiu presilhas abocanharem seus mamilos. Estava tão sensível que não controlou o grito, mas de nada adiantou gritar. Ninguém viria acudi-lo.

O homem apertou as presilhas e as puxou, deitado nas costas de Luccas, impossibilitando-o de se movimentar. O frio percorreu a espinha daquela pequena vítima, estava lhe machucando, pois o corpo antes aberto aos prazeres, sensível e fácil tornava-se rígido e arisco. Como podia algo tão simples doer tanto?

Então parou. Ah, por Deus ele parou!

Mas Deus havia tapado os olhos para aquela situação e deixou Luccas à mercê do demônio.

O homem prendeu fortemente Luccas no chão através de outras amarras e ganchos presos ao chão. Dessa maneira ele estava de quatro e impossibilitado de qualquer movimento. Sua bunda estava erguida e brilhava na meia luz do aposento. Seu cu, vermelho e pulsando, estava ali, à mostra e fácil para ser tocado, lambido, penetrado...

Um flash percorreu o ambiente.

E outro.

Outro próximo ao seu rosto preso ao chão.

-Isso é apenas um lembrete. Caso a resposta seja não, coisa improvável, ou caso você conte a alguém. Se tentar me sujar, te sujo junto. Cada pessoa que conhece terá suas fotos. Conhecerá a cor de seu intestino, pois rapaz... Ah, como você está aberto!

Parou um pouco, olhou ao redor, contemplando aquele ato perfeito.

-E eu vou te abrir ainda mais.

Toda a energia que restava em Luccas foi direcionada para seu cu na tentativa de fechá-lo ao máximo e impedir que qualquer coisa o penetrasse. Tentativa fracassada. Enquanto Luccas se esforçava para manter-se fechado, os dedos daquele homem penetraram-no como se não houvesse qualquer impedância.

Sentiu um, dois... Dedos ágeis e úmidos. Dedos que sentiam as paredes daquele cu se dilatarem. Tinha potencial e iria explorá-lo, nem que tivesse de forçar um pouco. Todo prazer carrega em si a dor. Todo gemido surge de um grito abafado pela lascívia e pecado.

Três... Luccas sentia como se fosse rasgar. Uma coisa era um pau, roliço. Outra eram dedos, que dançado dentro de si, brincavam, giravam, arrombavam cada prega.

Quatro... Lágrima nos olhos. Dor no cu. E um prazer demoníaco na alma. Uma hora eram quatro da esquerda, outra hora quatro da direita, ás vezes apenas dois de cada mão que quando dentro de seu rabo, arregaçava-o, deixando à mostra o vermelho intenso e vívido de suas entranhas, o homem cuspia naquele cu, naquele buraco aberto e quente. Olhava, contemplava.

Cinco. Cindo dedos! O homem forçava, mas paravam nas últimas falanges da mão. Luccas tremia, tinha medo, tinha dor, tinha vontade. Aquela mão não entrava mais, mas ainda sim era forçada a entrar. Aquele cu não se abria mais, mas era forçado a se abrir.

Sentiu um gel viscoso descer-lhe pela bunda, gelado, caindo para dentro de seu rabo aberto. E novamente a mão. Mais úmida, mais lisa, mais firme. A sensação de estar se rasgando ao meio só não era maior que a vontade de descobrir até onde podia ir. O quanto aguentaria mais? Ele não iria parar!

A mão entrava mais, quanto mais se mexia, mas ela entrava. Luccas era seu próprio algoz. Não havia mais cu, apenas um buraco laceado que era forçado a se lacear mais ainda.

Sentir um calor em sua bunda como nunca antes. Um segundo e aquela mão entrou. O homem urrou, Luccas chorava de dor e queria mais! Mais dor, mais prazer.

Segundos. Foi apenas isso que o homem manteve-se inerte dentro de Luccas.

E dentro daquele corpo laceado fechou sua mão e iniciou um vai e vem. Metia o punho não muito fundo, mas fundo o suficiente para Luccas sentir que havia um homem inteiro dentro de si.

O homem sentia o anel apertar seu punho, sentia a maciez interna daquele corpo. Conseguia sentir a pulsação sanguínea. Fistar aquele puto lhe arrepiava, pois queria isso desde quando colocou-o em sua teia e sabia que ele iria ser um escrevo para toda a vida depois disso, pois modéstia parte... Fistava muito bem.

Girava o punho, forçando aquele intestino a lacear-se mais. Entrava mais fundo, via a pele ser esticada, ficar vermelha. Sentia o corpo de Luccas tremer.

Cada vez mais fortes eram os espasmos de Luccas, até atingirem um nível que o homem não poderia deixar de notar. Era agora o momento, a coroação de quem fista um rabo pela primeira vez. Seu punho adquiria uma velocidade feroz, girava e entrava fundo, até onde conseguia, até onde podia, Luccas sentia que iria rasgar-se ao meio, que seus órgãos internos estavam todos embaralhados, que ia atingir os céus ao mesmo tempo em que descia o inferno, chorava e gemia abafado, se pudesse estaria gritando o mais alto que pudesse, mas sem tirar aquela mão do seu rabo. Queria mais. Sentia seu pau latejar. Seu saco doía, estava lá... A coroação.

E assim se sucedeu! Enquanto seu cu era estourado, seu pau chorou copiosamente aquelas lágrimas cálidas, a sagração do pecado. O corpo arrepiou-se, o homem teve de parar, a força que aquele cu adquiriu foi intensa, deixando o seu punho dolorido com a pressão.

O orgasmo mais intenso da vida até então, não parava de tremer, aquele era o paraíso. O renascimento.

Ficaram ambos imóveis.

Vagarosamente o homem foi tirando seu punho, observando a pele ficar ainda mais esticada, Luccas forçava o punho para fora também, tinha de tirá-lo, doía. Mas seu inconsciente queria-o lá dentro para sempre. O homem não teve escolha e num movimento rápido tirou tudo e observou Luccas de um jeito que ninguém havia feito... Por dentro.

Era um vazio estranho no corpo de Luccas.

O homem lhe soltou do chão, mas o manteve amarrado e o pôs ajoelhado.

O mesmo punho que lhe fizera renascer agarrou seu rosto e o fez olhar nos olhos. Luccas sentia o cheiro de seu cu nos dedos daquele homem.

-Você é meu? Luccas consentiu assertivamente com os olhos vermelhos e o rosto cheio de lágrimas. 

O homem cuspiu em seu rosto. Segurando seu rosto firme, se pôs a masturbar-se e não demorou para demarcar seu território. Sua porra lambuzou aquele rosto, os cabelos, escorreu pelo pescoço. Com os dedos ele foi catando o que pode e forçando Luccas engolir.

Luccas sentiu o gosto de seu cu misturado à porra quente.

-Agora sou teu mestre e você é meu escravo para todo o sempre.

Autor: JC

Nove anos de Bondage Man Brasil!

O blog completou nove anos de existência no dia 04 de junho, e quase passou despercebido. Eu estava esperando essa data para lançar algo especial, mas acabei me esquecendo por inúmero motivos que não vale a pena entrar em detalhes.

Portanto, fiz um pequeno vídeo com algumas fotos dos principais garotos do blog (Pedro, Marcelo, Henrique, Marcelo e Guilherme).


Novos vídeos já disponíveis:

Vídeo 052
Vídeo 054

Vídeo 059

Vídeo 092
Vídeo 093

Dia dos namorados ♥

Meus caros amigos leitores do blog. Hoje é o dia dos namorados. Uma data em que muitos enche seus amados de mimos e presentes. Que tal deixar seu namorado amarradinho hoje? Uma tentação não acha?

Todos os anos, essa data é comemorada por muitos com romantismo. Já pensou em fazer algo diferente? Ao invés de flores, um chicote. De uma pulseira, um par de algemas. De uma bela corrente de ouro, uma mordaça ballgag? Criatividade não falta.


Escolhemos essa data para a estreia de série "O Garoto", um conto do escritor Carlos Dunham, responsável em desenvolver uma história envolvente que prenderá literalmente ao blog. O primeiro capítulo já está disponível no blog e você já pode conferir agora mesmo clicando aqui.

Já estamos curiosos para a postagem do próximo capítulo. Quero agradecer ao meu amigo Carlos por ser o mais novo colaborador do blog. Estamos contentes em tê-lo como um dos escritores de contos do Bondage Man Brasil.

Alguns vídeos do blog foram excluídos. Hoje, aproveitei o frio para ficar em casa e substituir os vídeos que foram excluídos. Confiram:


Vídeo 028
Vídeo 029
Vídeo 041


Vídeo 046


Vídeo 048
Vídeo 050
Até a próxima galera. Um feliz dia dos namorados a todos e até a próxima.


O Garoto - Capítulo I




Estava um calor insuportável, e eu estava tendo um dia particularmente difícil. Desempregado há vários meses, eu havia percorrido a cidade distribuindo currículos. Só escutei nãos. Vestia uma roupa que se pretendia sóbria, calça cáqui e camisa social branca com listas. Com os quilos a mais que meus 45 anos começavam a me oferecer e o calor de trinta e tantos graus em pleno Centro de São Paulo, parecia que até mesmo minhas roupas – adquiridas em um brechó furreca e já bastante usadas – conspiravam contra mim: a calça oprimia cruelmente minha coxa grossa, hoje ligeiramente mais gorducha que musculosa, e a blusa outrora branca ostentava um quadrado de suor por toda a extensão das costas e duas manchas embaixo de meus braços que transformavam em cinza escuro o branco do tecido. Eu caminhara por todo o Centro da cidade, necessitando urgentemente obter um novo emprego para poder sobreviver, sustar contas atrasadas e sustentar meu filho adolescente. Eram três horas da tarde, eu acabara de entregar meu último currículo a uma supervisora indiferente e, em uma discreta rua de acesso ao metrô defrontei-me com duas lanchonetes populares. Súbito, dei-me conta de que, à exceção de um café puro com um único pão de manhã cedo, estava completamente em jejum.
Enfiei a mão no bolso de minha calça e encontrei algumas moedas e uma nota de pequeno valor. Uma sobra do dinheiro que meu irmão me emprestara, já reclamando das sucessivas vezes que eu fora obrigado a recorrer a ele. Lembrei-me também do risco concreto de despejo que eu estava sofrendo. Olhei as duas lanchonetes. Os salgados eram pequenos em ambas, mas com o preço oferecido eu não podia reclamar. Olhei uma delas, as pessoas comiam sentadas em pequenos bancos gradeados atrás e que não comportariam bem o traseiro grande de um homem adulto. Fui à outra: não havia bancos, e as pessoas comiam em pé. Eu passara o dia inteiro andando de um lado para o outro, as solas de meus pés ardiam como se estivessem sobre brasas: girei nos calcanhares e retornei à primeira lanchonete. Lá, pedi alguns salgados e sentei-me em um dos banquinhos do fundo. Eu conseguira, sim, sentar com relativo conforto: nunca fui um homem gordo, apenas ganhara uns quilos extras, e, ironicamente, a verdade é que a má alimentação do desempregado aqui acabara impedindo que meu peso atingisse marcas excessivas.
Foi quando eu devorava os salgados que os observei: eram três rapazes, dois deles de costas para mim, e poderiam ser muito bonitos, como também é possível que não o fossem. Mas foi o terceiro rapaz que me fascinou: era o único que estava em pé, o único que eu podia ver de frente, o único que estava falando – os outros dois apenas escutavam. Era um garoto gracioso e carismático, não necessariamente magrinho, mas sim elegante, ligeiramente mais baixo que o meu metro e oitenta e três, e certamente apenas um pouco mais velho que meu filho de quinze anos. Destacava-se, e creio que eu posso usar essa palavra no sentido literal, o nariz inacreditavelmente grande, dos maiores que eu já havia visto. Do distante banco do fundo, eu não entendia o que ele falava, apenas escutava o som de sua voz: uma voz argentina, típica de rapaz prestes a ingressar na casa dos vinte anos, que começou a mudar mas ainda não mudou de todo. Curiosamente, quando o garoto levantou a cabeça para emitir uma risada, durante sua narrativa, pude observar bem seu pomo de adão: grande e pontiagudo como o de um adulto. Concentrei minha visão em seu pomo até perceber que o garoto me flagrara olhando para ele. Desviamos concomitantemente nossos olhares – ou teria sido eu quem desviara o meu primeiro? De qualquer forma, voltei a concentrar-me em meus salgados – mas, sem me dar conta, um breve instante depois eu novamente contemplava a beleza do rapaz, sua graciosidade, sua presença, seu gogó, o sombreado no rosto que revelava ser bem cerrada sua barba.
De certa forma eu precisava de um colírio que me confortasse naquele momento, posto que minha situação econômico-financeira era desesperadora: sem emprego, sem dinheiro, sem condições de me manter ou de sustentar meu filho – de cuja mãe eu me separara há mais de dez anos, ou, melhor dizendo, que se separara de mim quando me flagrara na cama com outro homem, em um dia em que eu pensara que ela, a hoje poderosa empresária, estaria em um chá de panela (na verdade, uma despedida de solteira) na casa da melhor amiga, mas que voltara para casa porque esquecera o presente. Poder assumir de vez, ao menos para mim, a minha homossexualidade, foi o melhor aspecto dessa situação, embora nesse momento isso fosse o que menos me preocupasse: como ignorar meu saldo bancário zerado, meu filho reclamando do tênis novo que não veio no aniversário e meu irmão rico – e sua esposa – resmungando dos meus sucessivos pedidos de empréstimo?
A verdade é que, contemplando a beleza daquele garoto, eu me esquecia parcialmente de tudo isso. O garoto era lindo demais, seu sorriso revelava dentes grandes e amplos, se não puramente brancos certamente dotados de um amarelado selvagem que me fascinava ainda mais: havia um quê de rusticidade naquele sorriso. Seus olhos negros traziam cílios e sobrancelhas negras e espessas, e os sugestivos pelos de barba que se espalhavam pelo queixo, pelo buço e pelas laterais do rosto eram quase um ponto de apoio para minha retina. Eu o contemplava avidamente, desligado do resto do mundo, meu pau já ardia dentro de minha calça, quando mais uma vez nossos olhares se cruzaram, sua fisionomia estagnando no meio sorriso que se iniciava. Mais uma vez, desviei o olhar. Voltei a ocupar-me de meus problemas e de mastigar meu último salgado. Observei o garoto e seus dois amigos colocarem seus pratinhos vazios no balcão e saírem da lanchonete. Dando a última mordida no salgado final, ainda fiquei mais alguns segundos sentado no banco, meio que voltando a me lembrar de meus próprios problemas. Estava muito quente lá fora. Passei a mão na minha testa, retirando de minha calvície acentuada algumas gotas reticentes de suor. A realidade de que meu cabelo rareava podia ser vista como um charme para alguns, mas, para mim, era um constrangimento que me incomodava. Amargamente, lembrei do cabeludo que fora quando eu tinha a idade do garoto que acabara de sair. Por que lembrar-me dele agora, assim, se nunca mais irei vê-lo? Sem perceber, lamentei com um esgar a constatação que acabara de fazer. Suspirando, peguei minha pasta vazia, de onde os currículos se diluíram no decorrer do dia, coloquei-a em meu sovaco suado e saí da lanchonete.
O garoto estava encostado na parede, do lado de fora. Sem os amigos. Sozinho.
– Tem horas aí, tio?
A pergunta era nitidamente um pretexto para me abordar. Na lanchonete, observei nitidamente ele tinha um relógio no pulso – o qual havia tirado, obviamente para justificar a pergunta.
Com um sorrisinho maroto que lhe indicava haver compreendido seu intuito, eu lhe informei as horas. Ele meneou levemente a cabeça, sugerindo entendimento, e, com outro sorriso, este mais suave, apontou na direção oposta a qual eu demonstrara ir.
– Vamos para lá? – perante a minha imobilidade, que sua abordagem tão direta me causara, o garoto acrescentou:
– Você me curtiu, né? Eu saquei.
Era verdade e ele sabia disso. E, afinal, porque eu tentaria negar? Instintivamente, eu o segui. Ele começou a puxar conversa, sua voz agreste me encantando, e perguntou o que eu fazia da vida. A pergunta foi o pretexto ideal para que eu começasse a desabafar com ele, e – volta e meia lhe pedindo “mil desculpas por alugar-lhe os ouvidos” – contei ao garoto toda a história da minha vida, meu nome, minha separação, minha situação financeira, tudo.
O garoto estagnou no meio da rua, olhou para mim e disse:
– É difícil, né, cara? Viver é difícil.
Havia uma conotação sarcástica no fato de um garoto que revelara ter dezenove anos quando eu lhe perguntei se era maior de idade dizer isso a um homem como eu que, ferrado ou não, tinha quarenta e cinco anos. Mas eu nada disse, apenas concordei com a cabeça.
– Tá a fim de curtir um pouco?
Nós havíamos parado bem em frente à escadaria de um prédio rastaquera. Ao formular a pergunta, ele apontou para a entrada do prédio e disse que morava lá.
– Tá a fim de curtir? – ele repetiu.
Eu estava.
Entramos no prédio. Ele imediatamente pegou forte no meu pau, estendendo maliciosamente o toque para baixo até atingir em cheio minhas bolas com uma pegada forte e agressiva. Eu gostei do toque. Suas mãos eram compridas, seus dedos eram longos e finos, e o garoto usava um anel de prata grosso e pesado, masculino por excelência, em seu dedo mínimo.
Subimos um lance de escada e, após este, entramos em um pequeno elevador. O prédio era surpreendentemente alto para sua arquitetura, possuía catorze andares. O garoto morava no último. Passamos todo o percurso do elevador nos beijando, ele abriu os botões de minha camisa suada e acariciou meu peito cabeludo. Eu levantei a t-shirt azul dele e fiquei alegremente surpreso em verificar que o tórax dele era uma verdadeira floresta, talvez três vezes mais cabeludo que o meu.
Descemos do elevador de mãos dadas. Eu sorri. Ele soltou minha mão para pegar a chave, e, ao abrir a porta, simpaticamente se afastou para que eu entrasse primeiro.
O apartamento do garoto era, para dizer o mínimo, original. Apesar do prédio ser inteiramente remediado e o local não passar de um cubículo sem divisórias, aquele recinto era quase futurista: não havia mobília alguma, exceto uma cama flexível que ficava presa à parede por um grosso cadeado. O chão era inteiramente encarpetado com um espesso tapete cinza escuro, assim como as paredes eram revestidas de um tapume da mesma cor, apenas ligeiramente mais claro, cujo material eu não identificara. A janela estava fechada, posto que o ar condicionado na última potência refrescava todo o ambiente. Um pequeno compartimento igualmente trancado a cadeado – exceto por um vidro refratário de coloração escura – revelava ser a cozinha, e uma pequena porta no canto só poderia ser o banheiro do garoto.
Enquanto eu contemplava o apartamento quase futurista, o garoto me abraçou por trás e me beijou na nuca. Virei-me e nos beijamos nos lábios. Que alívio, que descarrego! Desde que minha situação de desempregado teve início que eu estava sem um homem nos braços – e ele parecia precisar de um macho tanto como eu.
O garoto tirou sua camisa – como ele era peludo, que delícia, meu Deus! Em seguida, reiniciou a tarefa de desabotoar minha blusa e a jogou longe. Nos beijamos forte, abraçados, nossos torsos nus colados um no outro. Meu pau, ereto dentro de minha calça social apertada, já latejava de tesão. Ele começou a beijar meu ombro, meu colo, meu sovaco. E torceu o nariz.
– Vamos tomar um banho primeiro.
Realmente, meu desodorante já havia vencido há muito tempo.
Com um sorriso amarelo, nitidamente movido pelo comentário – verdadeiro, mas sempre constrangedor – que fizera sobre meu cheiro, apressei-me em tirar o resto de minha roupa, despindo-me da cintura para baixo – e fui muito bem auxiliado: com carinho, o garoto tirou meu sapato, minha meia, e finalmente abriu meu zíper e tirou minha calça. Meu pau, que tenho orgulho de dizer que sempre foi exageradamente grande, libertou-se da cueca ficando em posição horizontal, suplicando por um carinho másculo. O garoto também ficou nu, e segurou meu pau. Minha ereção parecia que ia me fazer explodir. Ele sorriu provocantemente para mim, aqueles dentes grandes, amarelos, lindos. Eu também peguei no pau dele, duro como uma pedra, grosso e tão grande quanto o meu. Ficamos acariciando um o pênis do outro, fitando-nos maliciosamente. Dois machos com duas jebas fenomenais no meio das pernas, em momento de total entrega um ao outro. Eu o beijei, ele me beijou e, olhando para baixo, observei que aquele garoto podia ser novo, mas o saco dele era, provavelmente, o maior que eu já havia visto na vida – maior que uma pera, sem dúvida. Intencionalmente encostando o nariz em meu sovaco fedorento, ele me puxou pelo pau e, sorrindo para mim, abriu a porta do pequeno compartimento no canto, e que não estava trancada. Como eu supusera, era realmente o banheiro. Inteiramente nus, entramos nele e fomos imediatamente para o box. Nossos paus continuavam duros, e eu adorava amar debaixo do chuveiro. A água estava morna, gostosa. Como era bom um banho refrescante, com um homem gostoso, naquele final de tarde. O garoto me beijava, me acariciava, e eu já começava a imaginar o que viria em seguida. Súbito, ele resmungou.
– Droga.
E saiu do box, enrolando-se em uma toalha.
– O telefone. Eu já volto. – justificou, com tom aborrecido, saindo apressado do banheiro. Lamentei esta interrupção, é claro, mas fazer o quê, não é?
Claro que, suado do jeito que eu estava, havia uma coisa que eu poderia fazer, sim, e o fiz com vontade: concentrei-me naquele banho delicioso, sentindo a água quentinha sobre meu corpo, esfregando em mim o sabonete finíssimo que o garoto tinha.
O garoto. Ele estava demorando no telefone. Comecei a ficar preocupado, teria ele recebido alguma noticia ruim? Em uma fase difícil da minha vida, ele estava me dando uma grande alegria, era um menino de dezenove anos que morava sozinho em São Paulo. Decidi ir falar com ele. Fechei a torneira e saí do box. Instintivamente, dirigi-me ao suporte no qual ele pegara a toalha. Não havia outra. Senti-me um tolo em procurar esta segunda toalha, porque é obvio que um garoto que mora sozinho teria apenas uma em seu suporte. Porém, eu estava molhado, o ar condicionado da casa gerava um vento frio... olhei ao redor, procurando algo para me cobrir. Não havia nada. Teimosamente, ainda tornei a olhar nos mesmos lugares, com uma esperança vã de encontrar uma pequena toalha de rosto que poderia ter me passado desapercebida. Não havia nada. Nem mesmo um par de chinelos que eu pudesse calçar. Voltei a pensar no garoto, preocupando-me com ele: meu parceiro poderia estar com algum problema, e pelo menos palavras de solidariedade eu poderia lhe oferecer. Completamente pelado, saí do banheiro.
O apartamento estava inteiramente vazio. O garoto havia ido embora, levando toda a minha roupa.
– Alô? Ei?
Não havia ninguém. O que era óbvio, em um pequeno cubículo sem mobília. Aliás, observando melhor aquelas paredes, pude entender: aquele revestimento e o carpete espesso tornavam o apartamento totalmente à prova de som. Dirigi-me à janela, tentando abri-la. O vidro estava trancado e um olhar arguto indicava que era à prova de arrombamento. E, mesmo que não o fosse, não havia objeto algum que me permitisse quebrá-lo. Aproximei-me da janela: verifiquei, então, que, de certa forma esta não dava acesso direto à rua, ao contrário – eu agora podia nitidamente observar que a construção do prédio o inseria como que recolhido em relação à calçada e aos demais imóveis – o prédio era “para dentro”, podia-se dizer assim, e a distância entre as janelas e a calçada impedia que qualquer pessoa que passasse lá fora visualizasse o que ocorria no interior do imóvel – e, além de tudo, estávamos no décimo quarto andar.
Comecei a me desesperar. Era nítido que eu fora vítima de um sequestro. Mas, meu, eu estava sem dinheiro algum, e ele sabia disso, posto que lhe contara toda a minha situação. Não fazia sentido querer me raptar. O que o garoto poderia querer de mim? Eu mencionara meu irmão, Mas não cheguei a mencionar com clareza o fato de que ele era rico, não lhe dei nenhum contato, involuntariamente ou não, e tampouco lhe dissera seu nome – só falei “meu irmão”, em todas as vezes que me referi a ele.
Sem opções, comecei a examinar o apartamento. Tudo começava a ficar nítido: carpete e fórmica impediam que qualquer som emitido no apartamento saísse de seu interior. A janela era ampla e sem cortinas, mas estava trancada e não havia como arrombá-la; além disso, o prédio ficava para dentro em relação à linha da calçada – e mais um detalhe ficava nítido a meus olhos: o vidro escuro impedia que, mesmo que alguém na rua levantasse os olhos e tentasse – hipótese fantasiosa e absurda! – visualizar a janela do décimo quarto andar de um prédio não tão próximo da calçada assim, essa pessoa não conseguiria enxergar o interior do apartamento. Tentei forçar a cama, colocando-a na horizontal; contudo, o cadeado que a prendia à parede era tão pesado que tal prática revelou ser impossível. Num gesto infantil, tentei abrir a porta da rua – estava trancada, óbvio. Ri: eu estava inteiramente nu. Mas digo uma coisa: nessa situação, se a porta estivesse aberta, eu seria capaz de sair correndo pelas escadarias do prédio. Mesmo pelado.
Trancado e sem roupa, encostei-me a uma das paredes. O vento frio gerado pelo ar condicionado congelava meu corpo nu e ainda molhado. Com amargura, lembrei-me do calor que fazia lá fora, e de como eu o lamentara. Olhei em direção à janela. O mundo parecia ao mesmo tempo tão próximo e tão distante... amaldiçoei um fato que agora me parecia óbvio: como o garoto poderia ter escutado um telefone que eu não escutara, estando, assim como eu, dentro de um box fechado, debaixo de um chuveiro, sendo que as portas do box e o barulho da água quente impediam que qualquer outro som fosse escutado? Deus, como isso era óbvio! Era óbvio agora, claro.

Nesse momento, de uma certa forma, eu finalmente entendi a minha situação, e me desesperei. Soltei um berro de revolta, insegurança, indignação e acima de tudo de medo. De muito medo.

Autor: Carlos Dunham

Luz, Câmera, Ação!


A madrugada daquele domingo foi chuvosa, tempestuosa na verdade… Mas logo às oito da manhã estava tocando a campainha da casa do meu Mestre, todo encharcado e segurando meu guarda-chuva. O portão se abre e eu entro…

Logo na sala, meu Mestre manda eu me despir e pendurar a roupa para secar na pequena área coberta do quintal. Quando retorno à sala, ele já está ao lado do porta-malas aberto e fazendo sinal para eu entrar. O que obedeço de prontidão.

Sou vendado, amordaçado com a ball gag, minhas mãos são amarradas nas costas com uma corda e meus pés presos à mesma corda, me colocando na posição “hogtied”. Um cobertor é jogado em cima de mim e ouço o porta-malas fechar.

Ouço o motor e o carro começa a se mover. Fiquei talvez uma hora, ou mais, balançando a cada freada ou acelerada. Pelo som na lataria dava para perceber que a chuva continuava forte.
Quando finalmente o carro para, o porta-malas é aberto e o cobertor é retirado, ouço que há mais gente ali, pelo menso 3, todos homens.

Sinto que duas pessoas me retiram daquele carro e me colocam sobre algo plano, provavelmente de metal. Sinto as gotas geladas daquele fim de chuva atingindo meu corpo enquanto sou levado até outro lugar. Estava, na verdade sobre uma pesa com rodinhas.

Logo sou levado para o chão, algo de metal é preso no meu saco e eu sou liberto das cordas, ball gag e da venda.

Pude, pela primeira vez, me sentar e observar aonde eu estava; era uma sala escura, parecia grande mas não dá para ver direito. Na base do meu saco estava preso um cadeado ligado a uma pequena corrente e esta, chumbada ao chão.

Vejo se aproximando meu Mestre e dois outros homens. Um deles me explica o que está acontecendo.

Eu estava ali para participar de um filme, um filme para um seleto clube fetichista europeu, que eles haviam chamado uma travesti para me dominar mas ela não pôde vir por causa da chuva. Por isso eles mesmos “atuariam” no filme”.

As luzes foram ligadas e pude ver exatamente onde estava; haviam muitos aparelhos bdsm e uma câmera filmadora, uma das melhores…

Fui solto do cadeado e levado um puco mais à frente sob um gancho pendurado no teto, mandaram eu me deitar. Meus tornozelos foram amarrados com uma tira de couro e o gancho desceu e foi preso na argola que havia naquela tira.

Com o apertar de um botão, aquele gancho voltou a subir me levantando e me deixando de ponta cabeça.

A câmera, nas mãos de um dos homens, foi ligada bem à minha frente enquanto os outros dois me chicoteavam nas costas pernas e bunda. Meu pênis, solto, já dava sinais de felicidade. E um momento um dos homens, o mais alto, parou, largou aquele chicote de tiras igual ao que meu Mestre usava e pegou um outro, maior, de uns 2 metros e começou a me bater com ele. Cada estalo da ponta aquele instrumento em minha bunda me fazia contorcer de dor. Pendurado pelos pés eu balançava e me debatia como um frango indo para o abate. A dor era gigantesca e algumas marcas me acompanharão para o resto da vida.

Quando estou quase desmaiando meu Mestre manda o outro parar. O gancho baixa e só colocado no chão onde consigo relaxar e caio no sono...
Acordei com um balde de água gelada. Pelo menos refrescou minha bunda quente e inchada por causa das chicotadas.

- Aqui não tem descanso escravo! - Gritou meu Mestre enquanto me batia com um chicote que ele chamava de “relho de verga”, depois descobri que era feito com pênis de boi. Dói muito.

O mais alto agora segurava a filmadora enquanto o mais baixo e meu Mestre me puxavam pelos pés até uma cadeira de madeira. Essa cadeira era um pouco diferente; não havia assento, apenas duas tábuas onde foi colocada minhas pernas bem abertas ficando as nádegas bem abertas, meu saco e pênis pendurados. Meus braços foram amarrados abertos e bem esticados, em forma de cruz. O pescoço e a barriga foram presos ao encosto da cadeira com cintas de couro e bem apertadas. Mesmo que a dor que eu sentia permitisse que eu me mexesse, jamais conseguiria.

Com a filmadora agora num tripé na minha frente, os três vieram me torturar ao mesmo tempo. Um ficou por trás e puxava meus mamilos enquanto os outros dois os atravessavam com agulhas, um de cada lado. Foram, pelo menos 10 agulhas em cada mamilo. Sempre rindo da minha dor…

Meu Mestre inseriu uma sonda de metal no meu pênis, a sensação de queimação era grande mas gostosa.

- Acha que está queimando? Vamos ver agora! Disse meu Mestre enquanto tirava um isqueiro do bolso.

Depois de acender os isqueiro, colocou a chama na extremidade da sonda que ficou para fora da minha uretra enquanto segurava meu pênis flácido e apavorado. O calor começou a aquecer. Eu me debatia inutilmente até que meu mestre afasta a chama. Isso se repetiu algumas vezes…
Uma hora todos pararam e saíram do salão levando a filmadora. Como apagaram a luz eu fiquei na mais completa escuridão. Pelo menos pude descansar lá sentado, amarrado com agulhas nos mamilos e uma sonda esfriando na uretra…

O tempo é subjetivo nesses momentos, não dá para saber quanto tempo passou até que voltassem para mais agonia.

O mais alto trazia a câmera, sempre ligada, meu Mestre um prato de porcelana com duas fatias de pão de forma e o baixinho um vidro de conteúdo desconhecido.

- Seu almoço; pão com sêmen de cavalo! Para se preparar para o que virá…
Eu gelei mas todos riram.

Meu Mestre tirou as agulhas, a sonda e me colocou uma coleira de metal com um grande cadeado.

Enquanto me soltava daquela cadeira infernal, pude ver o cara alto filmar enquanto o baixinho colocava o sêmen numa fatia de pão e fechava com a outra. Fui obrigado a comer aquilo com a Câmera fazendo um “close” no meu rosto. Cada ânsia que eu tinha era respondida com uma chicotada do tal relho.

Terminado esse momento difícil, fui levado, ou melhor, carregado para uma pequena sala com banheiro, um cadeado ligado a uma corrente presa ao chão foi fechado no meu saco novamente. Fui informado que teria duas horas para me lavar, fazer minhas necessidades e descansar um pouco no colchonete que havia no canto.

Acordei assustado quando fui colocado de bruços sobre o colchonete em uma mordaça estanha colocada em minha boca. Meu braços e pernas ganharam tiras de couro com argolas e meu anus penetrado. No início achei que era um dos homens mas era um grande plug, bem lubrificado…

Quando fui colocado de pé pude ver no reflexo da lente da câmera que a mordaça era, na verdade, um freio de cavalo adaptado para ser usado em pessoas. Fui solto do cadeado e levado para fora onde pude ver que estava num pequeno sítio. Logo à minha frente havia uma pequena charrete onde fui preso pelos braços e cintura. O plug que colocaram estilizava um rabo de cavalo.

- Agora você vai nos levar para passear – disse meu mestre enquanto subia na charrete e o homem alto prendia rédeas no freio em minha boca.

É claro que havia um chicote na charrete, e é claro que o chicote foi usado, e muito.

Dei uma grande volta pelo sítio pisando na terra lamacenta que dificultava meu andar, rapidamente estimulado pelo chicote pelo menos pude ver o bel arco-íris que se formara depois da chuva. Tudo isso enquanto o baixinho filmava caminhando ao lado.

Todos passearam de charrete, revezando quem seguraria a câmera. Até que fui solto da charrete e do plug e levado de volta ao salão.

Amarraram meus pés nos pés de uma mesa e forçaram meu tronco sobre ela prendendo minha coleira com um cadeado numa argola que impedia de me levantar muito. A mesa não era muito alta e nem muito larga, minha bunda ficou bem aberta e minha cabeça para fora da mesa na altura certa. Foi fácil entender o que estava por vir…

Alguém pegou meus pulsos e esticou meus braços ao longo do corpo, e, numa puxada só enfiou tudo no meu buraco. A dor correu meu corpo, o que me fez levantar a cabeça e gritar por reflexo, então, outro falo, dessa vez do baixinho, entrou quase inteiro na minha boca me sufocando. Os dois tiravam e colocavam ao mesmo tempo, não havia como escapar. Tudo isso enquanto meu Mestre filmava. Dá para imaginar que fiquei mais duro do que você está agora…

Uma hora eles trocaram, o baixinho foi para trás, o alto pegou a câmera o meu Mestre foi para minha boca. O baixinho gozou aos berros, eu me segurava para não fazer o mesmo… Logo depois foi meu Mestre que derramou seu líquido sobre mim.

Depois de saborear e engolir o presente do meu mestre, o cara alto tomou seu lugar mas na hora de goza, tirou da minha boca e sujou toda a minha cara. Anida consigo sentir aquele líquido quente escorrendo no meu rosto…

Os três se revezaram em mim durante algum tempo até que me fizeram abocanhar os três paus ao mesmo tempo enquanto filmavam tudo.

Foi difícil não gozar mas o pré gozo escorria…

Me soltaram e me levaram de volta àquela salinha para tomar um banho, pois haveria o “grand finale”

Depois de lavado fui orientado pelo baixinho a vestir uma capa que estava ali me esperando. Meu Mestre viria me buscar e deveria seguir até o ponto indicado, onde deveria me ajoelhar e aguardar de cabeça baixa e com as mãos nas costas.

Então ele saiu da sala e voltou filmando meu mestre que me colocou uma coleira de uns três centímetros de largura em couro trabalhado e com um pingente onde se desenhava um símbolo desconhecido. Prendeu uma guia e me levou ao ponto indicado saindo de perto logo após.

O Homem mais alto me pegou pela coleira e me levou para algo que parecia um tronco com parte enterrada ao chão e em altura que me deixava apenas com a cabeça para cima dele. Me mandou abraçar esse tronco e me prendeu com voltas e voltas de papel filme de PVC bem apertado, de modo que ficaria novamente imóvel. Com uma tesoura abriu um buraco que expunha minha nádega direita inteira.

Veio à minha frente segurando um ferro de marcar gado com o mesmo símbolo do pingente e um pequeno maçarico.

- Agora você faz parte do nosso clube! A matriz fica na Europa, na Alemanha para ser mais exato, mas temos filiais pelo mundo, inclusive aqui no Brasil. Com esta marca você terá acesso livre a todos eles. E até uma pequena cela para dormir e comida se estiver viajando.

Enquanto falava, eu mantinha os olhos fixos naquele ferro que se avermelhava sob efeito da chama.

Fiquei com medo, o medo me excitava e rapidamente fiquei ereto. Quando estava em brasa, e sob o registro detalhado do baixinho com a filmadora, ele então se colocou atrás de mim e me marcou sem dó sobre minha nádega já marcada por tantas chicotadas naquele dia.

Jamais imaginei que poderia gozar naquela situação mas foi o maior orgasmo que já tive. Quase desmaiei, não de dor, mas de prazer.

Com a mesma tesoura, meu Mestre me soltou da prisão de PVC e cai no chão, fui aplaudido pelos três ali e a câmera finalmente foi desligada.

Depois de um breve descanso me deram uma pomada para queimadura, que usei na hora e voltei para o carro. Já era noite.

Fui colocado e amarrado da mesma maneira que de manhã com apena uma diferença; depois de vendado e antes do cobertor uma sonda um plug, aparentemente de metal foram colocadas em meu penis e ânus.

O carro voltou a andar e, em um dado momento, senti um choque fortíssimo atravessar meu corpo, do plug para a sonda. Me contorcia e gritava o mais forte que podia mas era limitado pela ball gag e as amarras.

Comecei a perceber que era eletrocutado sempre que o carro diminuía a velocidade ou parava, as vezes parado tomava alguns choques também. Foi então que entendi; eu estava ligado à luz de freio do carro!!!

Depois de um longo trajeto com muitas, muitas paradas, finalmente chequei à casa de meu mestre onde tive que satisfazê-lo novamente com a boca e então pude me vestir e voltar para meu apartamento.

Quatro dias depois, ligando meu computador, vejo um e-mail de uma pessoa que não via há algum tempo. A mensagem apenas dizia “Eu vi seu filme!”.

Autor: Paulo Masoka